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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

“Estevão, um exemplo de cristão”



                     Ser cristão é mais do que pertencer a uma  instituição cristã, não basta cumprir determinadas regras, sobretudo regras estabelecidas por vontades de homens. O Senhor Jesus sempre determinou que seus seguidores tivessem uma vida marcada pela diferença, uma vida que fosse de encontro ao senso comum, que contrariasse a ideia de comportamento que a sociedade tem como correta ou aceitável. É comum as pessoas terem um comportamento idêntico àquele que lhes é dispensado, quando Jesus determina o contrário. As pessoas têm como prática o fazer o bem a quem lhes fazem bem, cumprimentar aqueles que lhes cumprimentam, serem amigas daqueles que lhes são amigos. Cristo então vem com um ensinamento que está na contra mão do que as pessoas pensam e a forma como agem. Em Lucas 6:27-31, Cristo dá a receita de como seus seguidores devem proceder no tempo e época em que viverem. O Senhor Jesus diz que seus servos devem “amar os seus inimigos; fazer o bem aos que vos odeiam; bendizer aos que vos maldizem, orar pelos que vos caluniam. Ao que lhe bater uma face, oferecer também a outra; e, ao que tirar sua capa, dar-lhe também a túnica; dar a tudo o que lhe pede; e se alguém levar o que é teu, não entre em demanda. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles” esse na realidade deve ser o comportamento do cristão, porque é dessa forma que a diferença se evidencia, enquanto as pessoas evidenciam o “olho por olho dente por dente” Jesus mostra o seu amor incondicional.(Mt 5:38-48)
                 É possível que ao ler esse editorial alguém ache impossível, a homens pecadores e limitados como nós somos terem um comportamento tão puro e elevado, ledo engano. É perfeitamente possível a meros mortais terem esse tipo de comportamento. Para que se consiga cumprir as determinações do Senhor Jesus Cristo, é preciso tê-lo como Senhor e Salvador, permitindo assim que o Espírito Santo de Deus habite em seu ser porque é essa ação do Espírito que nos transforma em nova criatura, como observamos em IICo 5:7 “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas(velhas) já passaram; eis que se fizeram novas.” Então é perfeitamente possível a seres humanos transformados pelo poder de Deus cumprirem o que Cristo ordenou “fazei aos outros o que você gostaria que os outros fizessem a você.”
                 Muitas vezes parece impossível realizar aos outros o bem que gostaríamos que eles nos fizessem pelo fato de vivermos em uma sociedade que busca tão somente seus próprios interesses, ditados populares como, por exemplo, “farinha pouca meu pirão primeiro” ou “antes que a minha mãe chore que chore a dele”, não fazem parte do pensamento cristão, nem dos ensinamentos do Senhor Jesus e demonstram exatamente o pensamento do homem sem a mente de Cristo. Como servos do Senhor Jesus Cristo, precisamos ter o comportamento como o do Senhor que deu a sua vida em resgate de homens pecadores quando não merecíamos (Rm 5:8). Para que não se pense que o comportamento de Cristo se deveu ao fato dele ser filho de Deus tendo uma missão específica Veremos a partir de agora a história de um homem comum, que foi transformado pelo poder de Deus e que cumpriu até ao fim de sua vida o mais alto padrão do comportamento cristão. Na próxima semana, daremos continuidade a esse editorial conhecendo a história desse exemplo de servo.
       Quando nos propusemos falar de um exemplo de servo cristão, não poderíamos ter em mente alguém que não fosse fiel até a morte ou se preciso fosse morrer, mesmo não estando de posse de apocalipse 2:10”...se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”., esse nosso exemplo de servo cristão morreu mantendo sua fidelidade para com o seu Senhor Jesus Cristo. E lógico, como diz o tema deste editorial, estamos falando de Estevão o primeiro mártir do cristianismo. Como já disse em outras oportunidades, Estevão não teria vez em determinados seguimentos do cristianismo contemporâneo, não serviria de testemunho em alguns grupos evangélicos, isso porque para muitos cristãos contemporâneos, exemplo de fé está diretamente relacionado com sucesso financeiro, riquezas, muitos bens materiais e fartura. É inadmissível para alguns segmentos evangélicos pensar em exemplo de crente como Estevão. Nos tempos atuais Estevão não tem sido exemplo nem para determinadas campanhas. Tem campanha de “Jacó”, “José”, “Josué”, “Gideão”, “da Oração de Jabes”, entre outras, mas, campanha de “Estevão”, não se vê, sabe por quê? Porque Estevão não era conhecido por seus bens materiais e sim por seus tesouros espirituais, esse homem de Deus é relacionado na Bíblia como alguém cheio de fé, do Espírito Santo, de sabedoria e poder. (Atos 6:3-8). O texto sagrado diz que por conta disso Estevão fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Todo esse fervor espiritual de Estevão rendeu muitos frutos espirituais para o cristianismo, mas também lhe rendeu perseguição, invejas e prisão. Imaginem o exemplo de cristão sendo preso e pior, morrendo apedrejado, mas foi exatamente isso que aconteceu. Estevão foi julgado por conta de falsas testemunhas, foi condenado, mas ele não se apavorou em Atos 6:15, o texto diz que o rosto dele parecia o de um anjo.
        Depois de um dos mais belos sermões já ouvido, Estevão é condenado à morte por apedrejamento. Estevão morre, mas, morre mantendo o mais alto e elevado testemunho de cristão, morre perdoando seus agressores Atos 7:60.
          Se Estevão que era homem comum e pecador como nós, e que diante da morte conseguiu perdoar seus agressores seguindo o exemplo de Cristo quando do alto da cruz exclamou, “Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem”, é perfeitamente possível que nós os cristãos do século XXI tenhamos o mesmo comportamento, mesmo porque foi para isso que fomos chamados. Na próxima semana mostraremos porque Estevão conseguiu mesmo diante da morte perdoar seus inimigos.
Pr. João Carlos

                 

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